terça-feira, 7 de outubro de 2008

À BOLINA


Estava uma tarde para poemar
Sentir as coisas no ar
Deixar de ser ao acaso,
Existir por não se saber
Ser mesmo, algo para amar,
E querer adormecer, por querer,
Assim como, ao som do mar

E pelas ondas do mar que é meu,
Navego à bolina nas emoções
Por sonhos de sons que oiço,
Que acredito serem de um deus
Que tece preces ao vento, no breu,
Que me empurra e me trespassa
Fazendo-me infinitamente seu


Neste torpe acordar, assim,
Entre o norte e sul me debato,
A bolina sem leme me tragou,
Sou um homem afinal, de papel,
Tu continuas no limbo de jasmim
Onde naveguei em mim, e afinal,
Afinal existo, afinal sou assim

Um comentário:

mariam [Maria Martins] disse...

que bonito!
navegar à bolina da emoções...
se foi sonho, que sonho bom...
mesmo que no acordar se debata...

gostei muito.

boa semana
um sorriso :)

mariam