
Feito de vómitos e nascido
Eis o ócio parido
Berra com vigor por nascer
Saberá que feito por prazer?
Adormece nos mamilos cegos
Desperta, fala, corrige
O trato de quem o dirige
Ocupa-se e diverte
Ou pensa e enternece
Ou organiza-se e oprime?
Eis o ócio parido
Berra com vigor por nascer
Saberá que feito por prazer?
Adormece nos mamilos cegos
Desperta, fala, corrige
O trato de quem o dirige
Ocupa-se e diverte
Ou pensa e enternece
Ou organiza-se e oprime?
Pensa morrer ou continuar
Porque a vida não é sua
Estremece se a vê nua:
-Corpo, alma ou espírito?
-Onde está o que sinto?
É tocado onde melhor sente
Esquece a dor dormente
Do que tem sido e conforme...
Rejubila pelas ideias
Embriaga-se pela sequela
Não entende as caras dela
Porque a vida não é sua
Estremece se a vê nua:
-Corpo, alma ou espírito?
-Onde está o que sinto?
É tocado onde melhor sente
Esquece a dor dormente
Do que tem sido e conforme...
Rejubila pelas ideias
Embriaga-se pela sequela
Não entende as caras dela
Sim...morrer ou continuar
Porque a vida não é sua
Já não a vê só caminhar
Quer na sua mão crua
O segredo da dela nua
Por não saber adivinhar.
Agora pensa e enternece-se
Não se organiza nem oprime
Antes sonha, escreve e corrige
Na procura da frase sublime
Que a possa encantar
Porque a vida não é sua
Já não a vê só caminhar
Quer na sua mão crua
O segredo da dela nua
Por não saber adivinhar.
Agora pensa e enternece-se
Não se organiza nem oprime
Antes sonha, escreve e corrige
Na procura da frase sublime
Que a possa encantar
Eis o ócio vivido
Sem querer por ela ser ouvido
Prostrado que estava no seio
Da mãe que o havia parido
Sem querer por ela ser ouvido
Prostrado que estava no seio
Da mãe que o havia parido
