«Sob o manto diáfano da fantasia
a nudez forte da Verdade»
a nudez forte da Verdade»
Eça de Queiroz
Não gosto particularmente de usar frases feitas.
Gosto outrossim de destapar constantemente o manto diáfano da fantasia, por sentir que sob ela se esconde o que quase nunca queremos sentir, olhar, tocar, chamando às coisas amolgadas, coisas mortas ou mesmo estagnadas pela longa efemeridade que as atravessou.
Paradoxos.
Mas ficam tão visíveis os sinais da nossa ambiguidade...
Que ideias, que desejos ou ódios, emergem dos vestígios do nosso esquecimento?
Porque insistimos em viver sem referências da nossa história?
Por mim, acredito que posso vir a acreditar em tudo o que esqueci, mal sinta o efeito da fantasia.
