Para a mentira ser segura,
E atingir profundidade
Tem que trazer à mistura
Qualquer coisa de verdade.
A. Aleixo
Neste espaço, procuro falar das coisas que me interessam e penso interessarem a outros, tendo por opção, talvez pelo respeito que as instituições me merecem, não entrar na análise política pura e dura.
Ou o faço em forma de desabafo poético ou mais ou menos prosaico, alargando o meu instinto pouco gregário (talvez por isso) e consequentemente libertário, quando se trata de escrever.
Desta vez o apelo da política é um pouco mais forte, mas mesmo assim, introduzo António Aleixo e em forma de poesia, (a que não chamarei popular) deixo o meu veemente protesto em relação àquilo que tem sido a discussão entre professores, corpo ministerial da educação e corpos sindicais, numa fase em que todos disputam interesses específicos, supostamente convergentes, para o interesse da educação em Portugal .
Concluo assim que, depois de ter assistido aos distintos diálogos sobre estas questões, envolvendo todos os protagonistas, resta-me este desabafo:
É absurdo que se minta em política.
É desonesto que quando se mente em política, se ignore a verdade.
É paradoxal que se use intencionalmente a mentira , para atingir a verdade.
É de enorme hipocrisia ser-se político em Portugal.
É de enorme hipocrisia ser-se sindicalista em Portugal.
É de enorme hipocrisia ser-se professor em Portugal.
