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segunda-feira, 19 de maio de 2008

AINDA ASSIM....


No limiar da aventura das coisas, desventurado,
Sem nexo das formas, que se afirmam sempre assim,
Caminha para as coisas, que vive mal amado
Desconhecendo o destino e dizendo sempre sim…

Não se sabe se são gestos insinuados ou de feição,
Os verdadeiros, ou de sentimentos a si unidos,
Os contrários aos movimentos, podres de intenção
Os que fazem acreditar nos mitos não destruídos

Alentejo de medo, de fé, ou adormecimento
Aprendidos por fluxos de hábitos e outros ventos
Tradições que reduziram o seu empenhamento
Pela força das temeridades, trazidos pelos tempos

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

DEUSAS DE NÓS


E a mulher, só, no esplendor da sua contemplação, no meio da multidão, sentia-se a anunciadora da vontade dos homens.
Sacerdotisa dos tempos de cólera, só poderia ter sido ela a colocá-los perante as constantes provas de valentia…
Interrogou um homem distraído:
- Porque não sorris como eu?
O homem distraído e atarefado respondeu::
-Porque…olha, porque não sei!...
Ela que trilhara o caminho dos homens empreendedores, agora, ao levantar os seus ossos do chão, comovia-se perante aquela demonstração humilde e tangente da procura de afectos.
Sorriu e continuou o seu percurso sem deixar de sorrir, reconhecendo o seu erro.
Decidira deixar para trás a história, que os homens abraçam, eternamente cegos porque ignoram o retorno do seu olhar.
Indiferente aos olhares maliciosos, carentes e assustados dos homens que por ela passavam, iria iniciar a sua reconstrução.