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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

SÍMBOLOS


O Mouro não se esquiva a lamber a primeira pedra que lhe apareça pela frente.
Ei-lo esguio, elegante e sabedor das manhas da sua amiga Lena, que matreiramente o caçou nesta sua necessidade básica.
Não seria ali que ele deveria beber a sua água, mesmo que os 40 graus à sombra obriguem a pouca reflexão. Todavia, aquele lago que já teve um metro e meio de altura, foi todo partido para que agora, apenas com cinquenta centímetros, ele possa transgredir as regras da Quinta à vontade.
É amante da Seara, cadela de poucas falas e muito tino e por isso mesmo o adopto como símbolo universal da indiferença perante os bebedouros públicos.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

SER POETA ÚNICO E INTEMPORAL


Comparar poetas, enfim, que extravagâncias
Quando tantas palavras escritas e que fantasiam
Nos fazem crer em todas, até nas que extasiam
Em sublimes recantos de estranhas fragrâncias

Pessoas, que nos fazem assim acreditar,
Que ditam palavras onde se sente coração
Que embriagam e levam até à emoção
Sem nomes, exultantes no acto de meditar

Assim, num apelo reverso da alma contida
O poeta desperta na primeira palavra o clamor
Reflexo mesmo da tristeza, ou pungente amor
Chorando-a depois, por diante de si, e da sua vida