Mostrando postagens com marcador desabafos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desabafos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 14 de março de 2008

O QUE SERÁ ISTO UM DIA...


Mas que tentação falar dos políticos…
Tentarei ser pouco claro no que directamente lhes diga respeito, antes fazendo equivaler a minha abordagem à incapacidade de nos relacionarmos com eles ,ou eles connosco.

Felizmente que alguém se lembrou de colocar no mesmo cenário, políticos e humoristas, parece-me a mim, com a intenção de confundir a acção dos primeiros com o efeito da acção dos segundos.

De facto rir atenua muito a dor, o sentimento de perda, mesmo a fome…

Mas é giríssimo ver até onde vão os humoristas nas suas incursões pela política.
Não muito mais do que a colocação de um bigode postiço, ou mesmo uma cabeleira excessivamente penteada, coloca os políticos a nu.

A incompetente forma de amar o povo faz a génese do político português.

A subordinação dos instrumentos de insubordinação duma sociedade, à espécie governativa, cria um mal estar que não há poema que apague.

Os poetas precisam de ser motivados mas não tanto…

(Quis fazer um poema, mas faltou-me a ode… e acho que pela causa narrada)

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

O HÁBITO NÃO É TUDO...


«Tudo quanto o homem expõe ou exprime é uma nota à margem de um texto apagado de todo. Mais ou menos, pelo sentido da nota, tiramos o sentido que havia de ser o do texto; mas fica sempre uma dúvida, e os sentidos possíveis são muitos.» (Trecho 148)

Bernardo Soares-in «O Livro do Desassossego»

A Igreja sempre soube interpretar religiosamente a vontade do homem, mesmo que jovem ainda procurasse a ironia das coisas em vez das coisas irónicas, ou pecadoras.
As missões católicas sobretudo depois da Contra Reforma assumiram um carácter evangelizador, sustentadas na verdade de escrituras consideradas textos sagrados.
Ao debruçar-me sobre Pessoa e o seu desassossego, não deixo, nem deixarei de, por um lado, me envolver na coisa sagrada que em todo o mundo assumiu e assumirá sempre um papel de sustentabilidade das nossas emoções e contradições, como não deixarei de considerar sempre incompleto o texto que emana da profundeza da Palavra.
Quer enquanto feitores ou guardadores do segredo da fé, quer enquanto detentores da descoberta da Verdade, haverá sempre no espaço da contemplação, momentos de excitação, hesitação e confiança, que a nenhum pregador ou confessor caberá julgar.