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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

A DOR QUE DEVERAS SENTE


Se deus existir, que existe

Tendo que fazer o que persiste

Sendo de querer que é gravoso

O que tem em mãos por pesaroso

Que faça uma pausa e indague

Mesmo que para isso eu lhe pague

Com oração ou indulgência

Minha tristeza, minha urgência

Pois saiba deus, que existe

Não só vós, mas o que persiste

Em mim, de tão grave e comovente

A dor minha por mim, que não contente

É ela jovem a dor e inocente

Que por ser assim ardentemente

Ficará para sempre ou será luz,

Que por volátil ou perene nada traduz?