Se deus existir, que existe
Tendo que fazer o que persiste
Sendo de querer que é gravoso
O que tem em mãos por pesaroso
Que faça uma pausa e indague
Mesmo que para isso eu lhe pague
Com oração ou indulgência
Minha tristeza, minha urgência
Pois saiba deus, que existe
Não só vós, mas o que persiste
Em mim, de tão grave e comovente
A dor minha por mim, que não contente
É ela jovem a dor e inocente
Que por ser assim ardentemente
Ficará para sempre ou será luz,
Que por volátil ou perene nada traduz?
